O que eu aprendi trabalhando na gestão de uma empresa nacional

Autor: larissa

16 de outubro de 2019

Ocupar um cargo de gestão pode ser uma experiência enriquecedora para profissionais de diversas áreas. Viver uma dessas experiências em uma empresa nacional, do porte do Grupo Boticário, pode representar o empurrão que um profissional precisa para atingir níveis superiores de excelência. Para nos mostrar como essa vivência contribuiu para o desenvolvimento profissional de quem passa por ela, conversamos com Renata Figueiredo, gestora no GB. 

Renata é graduada em administração de empresas e está no Grupo Boticário há pouco mais de um ano e meio. A Gerente de Gestão e Atração de Talentos foi ampliando o seu escopo de atuação e abrigando outras funções durante esse período. Inicialmente, suas responsabilidades eram relacionadas à Atração de Talentos, após aproximadamente um ano de trabalho, assumiu também a Gestão de Talentos, e recentemente a Gestão de Performance e People Analytics também passaram a ser abrigados pela sua área. 

Essa ampliação de escopo representa o reconhecimento da empresa, pelo bom trabalho que tem apresentado desde que entrou o time de talentos do GB. O Grupo tem a cultura de reconhecer e recompensar com novos desafios, os colaboradores que conseguem compreender a sua cultura de empreendedores e performam de acordo com as metas estabelecidas. 

A gestão de pessoas passa muito longe de ser uma novidade, no caso da nossa entrevistada. Sua primeira experiência profissional foi como trainee em uma rede de fast fashion e, após o final do programa, os participantes receberam a operação de uma loja para tocar, o que a fez exercitar estratégias de gestão desde o início da sua trajetória. Até migrar para o mundo do RH, a líder passou por algumas outras experiências profissionais, sempre, apesar das diferenças, como gestora. 

Quando questionada sobre qual é a habilidade mais valiosa, aprendida nessa trajetória, Renata destaca a sua organização. O planejamento de um projeto desde o início, criação de metas, distribuição de tarefas, estabelecimento de índices e monitoramento de resultados. Tudo isso, segundo ela, faz parte da sua rotina de gestora e depende diretamente dessa organização. 

Outro ponto muito importante e diretamente ligado ao planejamento citado acima, é a transparência junto à equipe. A gerente não acredita em guardar informações relevantes para si, mas sim em compartilhar índices, monitoramentos e resultados com os seus colaboradores. Assim como esses dados são úteis para o seu trabalho, podem ser úteis para o trabalho do time. 

Olhando especificamente para a sua atuação como gestora no Grupo Boticário, a capacidade de orientar um time composto por pessoas muito diferentes, foi provavelmente uma das suas maiores conquistas. Quando nos falou sobre “pessoas muito diferentes” não tratou apenas de origens e opiniões distintas, mas também das diferenças relacionadas às funções exercidas por cada membro da equipe.

Atualmente, por exemplo, Renata lidera uma psicóloga e um cientista de dados, ao mesmo tempo. Ela afirma que esse tipo de experiência acaba se tornando inevitável, conforme os novos escopos são entregues para um gestor. A capacidade de entender e lidar com universos diferentes, é um grande trunfo na manga de qualquer liderança bem-sucedida. 

“hoje eu sou muito mais uma facilitadora do que alguém que executa” Essa foi a frase dita pela nossa entrevistada, ao avaliar o seu dia-a-dia no Grupo Boticário. Ela gasta apenas 10% do seu tempo sozinha, sentada à sua mesa. O restante é todo empregado na gestão de pessoas, compartilhamento de conhecimento, auxílio na resolução de problemas,  abertura de portas ou simplesmente possibilitando que as pessoas certas se encontrem na hora correta. 

Renata considera o desafio de lidar com essas áreas e pessoas tão distintas algo extremamente estimulante, chegando a dizer que: “a minha maior missão, hoje, como gerente, é abrir clareiras” e “hoje eu tenho muito mais prazer em possibilitar que membros do meu time tenham grandes ideias, do que eu mesma ter essas ideias”.  

Essas falas sinalizam uma das grandes verdades em relação ao Grupo Boticário, quando o assunto é gestão: Não existe espaço para quem faz microgerenciamento, que toma o lugar do time e que tem o ego muito grande. A empresa valoriza pessoas que tem opinião e são empreendedoras, gente que sugere e corre atrás de solução. Por esse motivo, o microgerenciamento, a longo prazo, acabaria desmotivando o time. 

É preciso ponderar que isso não significa que o colaborador andará sozinho, muito pelo contrário. No Grupo é praticada a “autonomia com proximidade”, que se resume em dar ferramentas e meios para que os membros do time toquem seus projetos, enquanto todo esse caminho é monitorado, motivado e apoiado pela liderança. 

Ao perguntarmos quais habilidades ajudarão um líder a se destacar na empresa, Renata cita a visão sistêmica do negócio, repertório que permita falar sobre diferentes assuntos e encontrar elos entre eles, além de estar sempre disposto(a) a sair da zona de conforto. 

Para finalizar, ainda conseguimos um exemplo de liderança que serve de inspiração para Renata: Patty McCord, consultora e executiva de recursos humanos que trabalhou por anos na Netflix, onde atuou como Diretora de Talentos e influenciou diretamente no estabelecimento de sua cultura organizacional da empresa. Renata afirmou: A Patty tem uma visão de liderança e cultura de alta performance muito alinhada com o que queremos construir no GB, tenho me inspirado bastante no jeito como ela vê o tema”. Achou o conteúdo interessante? Então, confira as nossas vagas

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