Menos opiniões e mais dados

Autor: fernando

25 de abril de 2019

Produzir mais e melhor, em menos tempo, parece ser o sonho de qualquer gestor, não é? Agora, imagine se fosse possível fazer isso tudo, com um custo consideravelmente menor do que o usual. Esse tipo de evolução nas entregas e processos de uma empresa são cada vez mais possibilitadas pelo “data driven decision making”, termo que, se traduzido ao pé da letra, significa “tomada de decisão baseada em dados”.

O nome é complicado, mas o conceito é bem simples. Significa usar a maior quantidade de dados possíveis para embasar decisões e estratégias das mais diversas áreas de uma empresa. As opiniões estão perdendo espaço para os dados, quando algum tipo de decisão ou escolha deve ser feita, em ambientes corporativos.

O fato representa uma mudança que não tem mais volta e quem conseguir trazer esse tipo comportamento para o seu ambiente de trabalho, vai se dar bem num futuro bem próximo.

Qual é a origem de todos esses dados?

A primeira fonte de dados para uma empresa é o seu próprio histórico. Seus orçamentos, arquivos, histórico de funcionários, processos, prazos, perfis de clientes, investimentos, logística… Tudo isso, se armazenado corretamente, pode ser posteriormente interpretado e servir de orientação para importantes decisões.

O cruzamento e interpretação de todas essas informações são úteis na hora de entender melhor as necessidades dos clientes, otimizar e economizar recursos, aumentar a produtividade de equipes, fazer escolhas mais assertivas e diminuir o risco de cometer erros que poderiam ser evitados.

Até alguns anos atrás, esses dados eram captados e armazenados manualmente. A evolução tecnológica tornou possível manipular todas essas informações com muito mais facilidade.

Além dos dados internos, pesquisas em relação às preferências e necessidades do público alvo, pesquisas de mercado e avaliações em relação a concorrência também funcionam como orientação para a tomada de decisões.

Executivos deixaram de ser pessoas que simplesmente usam suas experiências para encontrar soluções e passaram a ser também cientistas das suas próprias áreas. O embasamento possibilitado por informações reais também ajuda na defesa de qualquer causa.

Entenda essa lógica

Você, se fosse fazer uma compra importante, como a de um imóvel, preferiria uma informação sólida, que comprovasse a entrega de todos os imóveis projetados pela construtora escolhida ou se contentaria com um discurso bem feito, vindo de um corretor de imóveis?

Então, essa é a mesma lógica da data driven decision making, que pode ser empregada em todas as áreas de uma empresa. Desde a construção de um projeto que leva em consideração o histórico de projetos semelhantes, até a construção de uma identidade em redes sociais, que levará em consideração informações a respeito do comportamento do público alvo. Tudo pode e deve ser baseado em dados.

Quando falamos sobre data driven decision making, é útil conhecermos alguns conceitos importantes para o processo

As bases da análise de dados

Como citamos acima, a tecnologia é parte fundamental no armazenamento e cruzamento de todas essas informações. Por esse motivo, é necessário focarmos em alguns conceitos tecnológicos que são cada vez mais comuns em ambientes corporativos.

Big Data

Esse é o conjunto de informações, normalmente bastante grande, que uma empresa tem para interpretar e que embasam suas decisões.

Machine Learning

É a habilidade que equipamentos eletrônicos, como computadores e smartphones, têm de fazer previsões e criar padrões a partir das informações que recebem.

Inteligência Artificial (IA)

É o desenvolvimento de capacidades, habilidades e comportamentos humanos em computadores e outros equipamentos eletrônicos. Um exemplo são os chatbots que são cada vez mais usados por empresas de diferentes segmentos.

Business Intelligence

Uma das áreas mais promissoras, BI é o segmento responsável pelo cruzamento e análise de dados. Será a área de BI que unirá diferentes informações para encontrar soluções e embasar importantes decisões.

Juntas, essas tecnologias tornam possível o armazenamento e análise de grandes bases de dados, que servirão como embasamento para decisões de diferentes tipos.

É preciso começar!

Se você ou a empresa onde trabalha ainda não baseia suas decisões em dados confiáveis, saiba que o início passa longe de ser algo complicado ou muito caro. Separamos aqui uma listinha de pequenos hábitos que podem te ajudar na hora de fazer escolhas:

Não perca tempo e comece a usar a análise de dados a seu favor!

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